Mestrado em Design da Imagem
Mestrado em Arte Multimédia
Ana Carvalho
A capa de livro:
o objecto, o contexto, o processo
A capa surge com uma função eminentemente prática: a de proteger o miolo do livro. A sua posição privilegiada, como face visível do livro, tornou manifesto o uso da capa para cumprir outras funções. O carácter ornamental da capa surge como uma necessidade de dotar o livro de uma aparência digna do seu valor económico e social. A mecanização do processo de produção arranca o livro de um contexto individualizado, em que cada livro era um objecto singular, destinado a um público definido. A evolução tecnológica liberta o livro dos constrangimentos de uma produção manual permitindo agilizar a velocidade de execução e, ao mesmo tempo, reduzir os custos. Estes factores são essenciais para lançar as bases de um mercado editorial.
O florescimento do mercado de paperbacks nos anos 20 coloca sobre a capa uma nova tarefa: a promoção do livro num meio que se torna progressivamente mais competitivo. Enquanto elemento privilegiado de comunicação com o público, a capa define-se como palco de experimentação gráfica, ideia que nem sempre é bem aceite num meio editorial essencialmente conservador.
A relação do público com o livro, enquanto objecto, foi historicamente palco de várias transformações, às quais o estatuto da capa também não foi imune. Face à modificação constante dos contextos social, económico e tecnológico, a capa foi-se reinventado enquanto suporte. Como podemos encontrar a influência destes contextos no processo de criação da capa de livro?
Neste sentido os objectivos desta dissertação passam por perceber de que forma, no contexto editorial, o aparecimento de novas linguagens gráficas se encontra relacionado com os avanços tecnológicos e a introdução de novas possibilidades técnicas. Ao mesmo tempo, procura-se compreender o impacto do contexto social e económico na criação gráfica, a par de questões essenciais de ordem estética e conceptual.
Ana Ferreira
Usabilidade e Acessibilidade no design para a Web
A World Wide Web cumpre um papel muito relevante no quotidiano das sociedades ocidentais actuais, tornando-se gradualmente omnipresente e, em muitos casos, quase indispensável. Apesar dos vários esforços legislativos que emergiram em diferentes contextos e das normalizações é, em última instância aos designers e programadores dos sítios Web que cabe a responsabilidade de assegurar que todos a possam utilizar e beneficiar das mesmas oportunidades. Este projecto propõe uma reflexão sobre os temas da Usabilidade e da Acessibilidade na Web e das vantagens resultantes da sua implementação, propondo o desenvolvimento de um processo de design em que o utilizador seja o ponto central e procurando deduzir e sistematizar um conjunto de boas práticas que possam ser empregues na concepção, implementação e manutenção eficaz de projectos Web.
Ana Lopes
De Edifício Douro a Fábrica de Talentos
É num contexto geral de reabilitação urbana e de regeneração do tecido humano da cidade do Porto que o trabalho de investigação desta dissertação se insere. O tema surge no âmbito da reabilitação do Edifício Douro, futuramente Palácio das Artes/Fábrica de Talentos, situado no Largo de S. Domingos, que faz parte do centro histórico do Porto, território protegido pelo Património Mundial da Humanidade.
A intenção deste trabalho é, por um lado, explorar o potencial das plataformas online, no sentido de contribuírem para o processo de regeneração social e física de um determinado lugar. Por outro, pretende-se apurar que papel podem ter os novos média online na construção do espaço semântico deste lugar, como suportes multimédia interactivos capazes de traduzir contextos sociais.
O trabalho desenrolou-se a partir de uma aproximação ao Edifício Douro e ao Largo de S. Domingos. Através da recolha intensiva de narrativas, áudio e vídeo, sobre os vários contextos – histórico, social, cultural, urbanístico e do projecto (Palácio das Artes) – tornou-se pertinente construir um suporte documental traduzido na criação de um blogue multimédia, com o título “De Edifício Douro a Fábrica de Talentos, Crónicas de um Espaço Socialmente Regenerador”.
Outra questão tratada nesta dissertação prende-se com a necessidade de existir uma estratégia comunicacional orientada pela Fundação da Juventude com o intuito de enraizar o projecto Palácio das Artes/Fábrica de Talentos desde cedo na envolvente e também internacionalmente. Há uma expectativa geral de que a reabilitação do Edifício Douro venha, de facto, a alterar o quotidiano desta zona, sendo que é a envolvente mais próxima quem mais vai beneficiar deste novo projecto. É também visível a falta de informação sobre a essência do projecto, sobre as suas competências, por parte de comerciantes e moradores. Necessário será também pôr em prática acções de comunicação, para um maior enraizamento da instituição e do projecto no seio desta comunidade. O blogue realizado no âmbito desta dissertação surge precisamente como um espaço semântico interactivo, narrativo dos vários contextos que definem esta área.
Anselmo Canha
StopNonStop
Contextos Independentes de Produção Criativa e os
seus Processos de Permuta com a Organização Social.
O Caso do Centro Comercial Stop.
A presente dissertação aborda o papel interventivo da Imagem e da actividade projectual do Design no tecido social e cultural, nomeadamente no contexto da produção musical. O trabalho centra-se no estudo de um lugar, o Centro Comercial Stop, cujo insucesso comercial abriu portas à progressiva ocupação das lojas abandonadas por bandas de música. O fenómeno atingiu uma dimensão que permite afirmar, em 2008, que este espaço é um Centro de Salas de Ensaio.
A pesquisa tem por base um trabalho de campo em que o investigador assume o duplo papel de membro e observador para reconhecer a diversidade do lugar, para iniciar um confronto dos habitantes com a sua condição, e para avançar na conquista de uma posição no seio deste universo. O trabalho de análise centra-se no confronto das várias escalas do objecto, desde o projecto musical até ao contexto da cidade, para identificar traços próprios e relacionar comportamentos. Na conclusão, quer a síntese das questões quer a retrospectiva do processo e dos objectos criados revertem a favor das possibilidades de acção futura. Finalmente, procura-se uma acção enquadrada na disciplina do Design da Imagem e nas linhas estratégicas mais vastas da unidade de acolhimento, que apontam no sentido de um papel social activo.
Dária Salgado
AS POÉTICAS DO OLHAR
CONTRIBUTOS PARA A COMPREENSÃO DO ESPAÇO NATURAL ENQUANTO CENÁRIO DE CONSTRUÇÃO DE REALIDADES IMAGINADAS ASSENTES NA MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA
“As Poéticas do Olhar: contributos para a compreensão do espaço natural enquanto cenário de construção de realidades imaginadas assentes na memória autobiográfica”, insere-se no campo de estudos sobre a relação do espaço natural com a imaginação, uma relação que se estabelece partindo da interacção entre o indivíduo, o espaço, o tempo e as memórias. Inserido na Fenomenologia da imagem, no âmbito da representação cinematográfica, a dissertação propõe reflectir sobre a poética da paisagem e todo o imaginário a esta inerente. A investigação divide-se entre a pesquisa teórica complementada com a análise de filmes representativos dos conceitos abordados, sendo a principal referência de estudo a obra de Andrei Tarkovsky; e a construção de um objecto audiovisual do qual derivam os principais conceitos ou problemáticas – da imagem real à imagem imaginada, do espaço natural à contemplação, da poética do espaço à reflexão, da estrutura fílmica ao pensamento, da autoconsciência individual à consciência colectiva.
Hugo Lobo
Novas Sonoridades
A presente dissertação centra‐se no estudo e análise da música enquanto forma de expressão artística, colocando em evidência aspectos cruciais da sua História, e que foram determinantes para a situação actual da música contemporânea.
Pretende reunir elementos de contextualização que permitam constituir um corpo de conhecimento válido, bem produção artística futura do autor.
Inês Laranjeira
MAIS OLHOS QUE BARRIGA
O DESIGN COMO FACTOR DE POTENCIAÇÃO DA PROJECÇÃO DA GASTRONOMIA TRADICIONAL PORTUGUESA
Esta dissertação foca possíveis cruzamentos entre culinária e design gráfico editorial.
Percorrem-se pontos que aqui foram considerados chave para entender a evolução das artes da cozinha, da apresentação e dos rituais à mesa, para descobrir onde existem contributos das ciências física e química – na confecção – bem como das ciências sociais – na análise performativa – e exemplificam-se, interligações com as artes visuais.
Descobre-se que, num momento em que os chefes de cozinha investem na criatividade e reclamam autoria, os livros de cozinha raras vezes incluem ilustração interpretativa e especulativa que correspondam a esse mesmo nível. A ficção que os chefes constroem não estabelece diálogos com o design editorial. O livro Mais Olhos que Barriga, projecto que acompanha esta dissertação, procura apresentar uma proposta para esta questão. As relações arte / ciência / culinária são múltiplas. Lembramos, nas considerações finais, que este estudo assume observar e estudar as que se referem ao design gráfico, no entanto, a literatura, o cinema, a música e outras artes são apontados como pistas para futuros objectos de estudo.
Isabel Arouca
mni + fbaup
Proposta para uma relação dinâmica entre o Museu Nacional da Imprensa e a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
Este projecto de investigação debruça-se sobre o modo como duas instituições, o Museu Nacional da Imprensa e a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, vocacionadas para a mesma área, se poderão relacionar de forma a potenciarem-se mutuamente. Dado que ambas as instituições se encontram com dificuldades na gestão do seu património cultural, este projecto propõe uma forma de relacionamento, em formato de parceria, entre elas, de forma a complementarem-se, dissolvendo as suas dificuldades.
Ao longo do estudo abordam-se questões importantes como o papel do património da imprensa tipográfica perante o contexto digital contemporâneo, e a importância do conhecimento desse património na educação de um designer de comunicação.
Como resultado deste estudo é apresentada uma proposta de actividades educativas, sobre o tema da tipografia, de forma a desenvolver uma relação dinâmica entre as duas instituições e suscitar a reflexão sobre o estado actual da disciplina e da prática tipográfica, numa perspectiva nacional.
João Tiago
A Identidade Nacional depois de Salazar
Estudo comparativo da presença da iconografia do antigo Regime na formação da identidade portuguesa contemporânea
O ‘imaginário social’ português, através do qual se pode pensar a identidade nacional, elabora-se com base em elementos específicos e que tendem a permanecer relativamente imutáveis. (CUNHA, 1991)
Na presente dissertação, pretendemos perceber se existirá na nossa identidade nacional actual, traços da identidade nacional salazarista. Para responder a esta pergunta, efectuamos uma análise baseada na identidade nacional e nos símbolos/momentos que julgamos serem relevantes para elaboração deste estudo. Começamos por definir a identidade e a noção de identidade nacional, onde efectuamos de forma sintetizada um percurso pela identidade nacional. Após esta apresentação, elencamos os mencionados símbolos/momentos que pensamos serem relevantes para a formação de uma noção de identidade. Neste capítulo, várias narrativas visuais serão apresentadas, demonstrando o exaustivo trabalho na construção da identidade nacional efectuado pelo regime do Estado Novo, mas também o processo de construção de identidade efectuado após a queda do regime fascista. Finalmente, elaboramos uma análise comparativa de algumas narrativas visuais, tentando a partir delas pensar a identidade nacional existente, analisando vários parâmetros em cada imagem, de maneira a percebermos se os referidos traços de identidade salazarista poderão estar presentes nas actuais narrativas visuais. Desta forma, percebemos que o regime salazarista poderá ter deixado mais marcas do que possivelmente poderíamos ter imaginado. A sua presença não só ocupou a política nacional, mas também a “política do espírito” do povo português.
Luís Camanho
Plana.
Publicações de periodicidade irregular
O presente trabalho acompanha a criação de uma pequena estrutura editorial que publica conteúdos relacionados com a comunicação visual. Apresenta-se como um projecto essencialmente apoiado na própria experiência e vivência deste percurso e contará sempre com uma forte dimensão afectiva, que resultará essencialmente da relação de extrema proximidade com que se pretende trabalhar em cada objecto a publicar. Não só na relação com o próprio material impresso, como também com todos os intervenientes nos vários processos de produção. Desde o primeiro contacto com os autores à numeração manual de cada livro. Trata-se igualmente de um trabalho que pretende observar e comparar outras estruturas editoriais vulgarmente denominadas de independentes ou pequenas editoras, no sentido de encontrar pontos de convergência e divergência entre os diferentes participantes.
Manuel Brázio
“já não se fazem revoluções assim”
A Imagem Documental na Construção da Memória do 25 de Abril de 1974
«Já não se fazem revoluções assim – A imagem documental na construção da memória do 25 de Abril de 1974», insere-se no campo de estudos de design da Imagem e enquadra-se no Projecto “Imagens Narrativas e Documentais” do Departamento de Design da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
A investigação propôs-se contribuir com uma reflexão sobre a função do documental no âmbito dos dispositivos fotográficos e fílmicos num contexto de design e memória. A problematização incide na questão de aferir se as imagens documentais, captadas no período da revolução de 25 de Abril, serão elemento suficiente capaz de narrar o(s) acontecimento(s) e perante o espectador funcionarem como memória, ao serem apresentadas, agora, sob a forma de documentário.
Reconhece-se a presente dissertação como projecto de investigação aplicada, tendo produzido um aparato visual, instrumento metodológico representativo do tema em reflexão, a par de uma componente teórica que o fundamenta e, em que ambas as vertentes, são preponderantes para o desenvolvimento da mesma.
Manuel Coutinho
O Design Multimédia ao Serviço da Saúde Mental
Desenvolvimento do Website Institucional do Hospital de Magalhães Lemos
Esta dissertação de mestrado baseia-se no desenvolvimento de um projecto prático que comporta a construção de um web portal para o Hospital de Magalhães Lemos (HML), um hospital psiquiátrico situado na cidade do Porto. Este projecto surge de um desejo pessoal de oferecer um contributo à área da saúde mental Portuguesa, especificamente aos utentes do Hospital de Magalhães Lemos, tendo em vista proporcionar-lhes uma plataforma que, para além de englobar um conjunto de objectivos institucionais, compreenderá um propósito social profundamente importante, o de retratar o doente mental como um indivíduo com a capacidade para se tornar um membro da sociedade perfeitamente integrado, competente e criativo. De forma a alcançar este propósito o website procurará promover alguns projectos criados pelos pacientes promovendo-os junto de um público mais vasto.
Ao longo da dissertação são focadas as especificidades inerentes à instituição para a qual o trabalho tem vindo a ser desenvolvido, e é analisado o público a que o portal se destina, tendo em conta os seus conhecimentos informáticos bem como as suas necessidades e interesses. São igualmente analisadas
outras plataformas on-line já existentes tanto a nível nacional como internacional, culminando o estudo numa análise das decisões tomadas no desenvolvimento do website, e nos contornos que o projecto final assume na sua vertente estética, técnica e operacional.
O desenvolvimento de um trabalho desta natureza não culmina num objecto estanque mas antes num espaço capaz de evoluir gradualmente a partir do momento em que é colocado à disposição do público atendendo a novas necessidades que possam surgir com o tempo e colmatando-as rapidamente.
Para esse efeito o site contará com uma colaboração contínua por parte da comunidade médica do Hospital no desenvolvimento e actualização de conteúdos, com uma contribuição pessoal que procurará assegurar a coerência gráfica e a manutenção de princípios de funcionalidade e usabilidade e com a intervenção de uma equipa de programadores especializados no desenvolvimento de aplicações web que disponibilizarão os seus conhecimentos técnicos.
Só através da confluência de diversas áreas de conhecimento é possível desenvolver com sucesso um projecto institucional desta envergadura que, esperamos, virá a ter uma relevância significativa no dia-a-dia de todos aqueles que se encontram, directa ou indirectamente, relacionados com esta instituição de saúde.
Marta Madureira
As Máquinas de Maria
A animação no cinema e na televisão. Um caso de estudo sobre as diferenças tecnológicas e semânticas que distinguem os dois modelos de comunicação.
Este projecto de investigação tem como objectivo uma reflexão sobre a animação e a sua adaptabilidade a dois modelos de comunicação: a televisão e o cinema. Esta reflexão tem como objecto de estudo o projecto de animação “As Máquinas de Maria”, que existe actualmente em formato de série para televisão e que pretendemos que evolua para um outro modelo, o cinema.
A presente dissertação analisa as diferenças e consequências desta transição, essenciais para assegurarem uma adaptação bem sucedida de um mesmo objecto, de um modelo de série de televisão (cinco minutos) para um modelo de filme para cinema (noventa minutos).
Pedro Sá
CONSTRUÇÕES IMAGÉTICAS
A CRIAÇÃO E ESTUDO DE REALIDADES IMAGÉTICAS NUM PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO FORMAL, TEÓRICO E TECNOLÓGICO SOBRE OS CÂNONES DE CRIAÇÃO FOTOGRÁFICA.
Este projecto explora a readaptação da tecnologia de um dispositivo visual já existente: o desktop scanner, para a criação e estudo de construções imagéticas. Este dispositivo, pela sua diferente lógica de funcionamento e características tecnológicas específicas, combinadas com uma nova metodologia processual de utilização, que o põe ao serviço da representação espacio-temporal, produz realidades imagéticas com características próprias de relação espacio-temporal e construção perspéctica, diferentes das encontradas nos tradicionais contextos e dispositivos criadores de imagem fotográfica.
A presente dissertação e o trabalho prático de criação das imagens, que lhe dão origem, procuram ensaiar construções imagéticas potenciadoras de novos modos de percepção, pretendendo servir de ponto de partida a estudos futuros numa perspectiva de maior conhecimento, abrangência e campo de acção do Design da Imagem.
Rita Bastos
Ensaio Fílmico sobre o Cinema [Batalha]
Em 1896, um ano depois dos irmãos Lumiére apresentarem o seu Cinematographe em Paris, a cidade do Porto recebe a primeira sessão de cinema, no Teatro do Príncipe Real. O Cinema Batalha, um dos mais signifi cativos cinemas da cidade do Porto, inaugurado a 3 de Junho de 1947, e sucessor do Salão High-
Life, foi o primeiro a exibir sessões abertas ao público, e também o primeiro cinema do Porto, a ser projectado e construído de raiz como espaço-cinema.
Hoje, na cidade do Porto, fruto de uma deserti fi cação cultural, inúmeras salas de cinema desempenham outras funções ou encontram-se numa situação de total abandono. O objectivo da presente investigação é a criação de um objecto videográfico, um ensaio fílmico, composto por dois eixos do discurso visual, o documental e o ficcional, sobre a presença e ausência do cinema no espaço Cinema Batalha.
Tendo como base a contextualização histórica do edifício e os testemunhos de figuras que a ele se relacionam, a presente dissertação desenvolve ainda, uma refl exão sobre duas obras que constituem a filmografia de referência do projecto: “Douro, Faina Fluvial” de Manoel de Oliveira, e “Histoire(s) du Cinéma” de Jean-Luc Godard.
“Ensaio Fílmico sobre o Cinema [Batalha]” é um ensaio sobre o Cinema Batalha, sobre o cinema como memória desse espaço – colectiva e individual –, um ensaio contra o esquecimento do espaço-cinema. Utilizando uma série de citações e apropriações cinematográficas, este ensaio é, também, uma visão autoral sobre o Cinema.
O Cinema é a ruína do espaço, mas é também, a testemunha, o fim último que não permite o esquecimento. É na memória imagética constituída pelo seu cinema, que o espaço Cinema Batalha persiste em sobreviver. O que perdura e o que permanece? “Ensaio Fílmico sobre o Cinema [Batalha]” pretende ser a sobrevivência do Cinema sobre o espaço-cinema.